Sejam vinhos para ocasiões especiais ou para acompanhar a refeição do dia, a garrafeira Estado D’Alma garante que tem o melhor na sua mesa. O gosto de servir e a paixão pelo vinho levaram Tiago Paulo a abrir a garrafeira em 2015, que conta com vinhos de pequenos e grandes produtores.

Nesta loja é possível entrar no Algarve e acabar em Trás-os-Montes. Isto porque o primeiro móvel, com cerca de 600 referências de vinhos, está organizado para orientar o consumidor da melhor forma possível – na prateleira mais baixa encontramos os vinhos de menor valor, na mais alta, os de maior valor; à esquerda os vinhos brancos, à direita, os tintos – tal como numa refeição.

Acrescentando as zonas da loja com vinhos mais antigos, premium e de temperatura controlada, esta garrafeira soma perto de 1 500 referências de vinhos nacionais e internacionais.

“De portugueses andamos à volta de 700 referências. Nos vinhos internacionais, França acaba por ser o país mais representativo, com cerca de 200 referências. Temos um bocadinho de tudo, incluindo vinho da Índia, China, Moldávia, Líbano – que faz uns belíssimos vinhos – e Síria, por exemplo”, explica o dono da garrafeira.

Antes da pandemia, Tiago Paulo conta que 90% dos seus clientes eram estrangeiros, pelo que tiveram que se adaptar. Viraram-se para o mercado português que, apesar de “não terem descurado, acaba por comprar vinho nas grandes superfícies”. Afirma que nos supermercados “não há um serviço especializado” como o que se pode encontrar na Estado D’Alma, para além de que na garrafeira conseguem “ter vinhos de pequenos produtores que não têm dimensão para entrar nas grandes superfícies”.

“Penso que o público português tem duas situações: gosta de ver vinhos com que se identifica, mas também gosta de ser surpreendido. Os clientes começam a estar mais informados – percebem que Portugal tem uma enorme variedade de uvas e que podem chegar aqui e provar um vinho diferente todos os dias”, afirma.

A paixão de Tiago Paulo pelos vinhos foi crescendo ao longo dos 20 anos em que trabalhou como empregado de mesa, já que “uma das funções é degustar o vinho e dar a opinião ao consumidor”. Ao abrir a garrafeira, foi movido pela necessidade de servir, que sente ter nascido consigo.

“Quando se nasce para servir, a maior recompensa que temos não é a gratificação monetária, é ver o cliente regressar. Só se consegue perceber as preferências de um cliente passado algum tempo, o que dificilmente vai acontecer num supermercado”, afirma.

A garrafeira Estado D’ Alma está aberta todos os dias, das 10h às 20h, na Rua Alexandre Herculano n.º 45A.