- “Estamos prontos? Tudo às posições”.

- “Silêncio”.

- “Luzes? Ok”.

- “Som? A gravar”.

- “Câmara? A gravar”.

- “Ação”.

Tudo a postos para mais uma gravação. Enquanto uns vestem a pele de um Professor de Físico Química outros encarnam a pele do agente mais famoso do mundo: 007. Há quem tenha ainda de ficar responsável pelas luzes, outros pelo som e não nos podemos esquecer do realizador. No fundo, todos eles desempenham funções especificas e essenciais quando falamos da Sétima Arte.

Pelo terceiro ano consecutivo o Workshop de Cinema de Palmo e Meio, organizado pela Freguesia de Santo António, levou crianças e jovens dos 9 aos 15 anos a aprenderem o papel e a função de cada elemento necessário para produzir um filme bem como as técnicas necessárias para a criação de efeitos visuais.

No primeiro dia tempo para conhecer os diferentes planos e em que situações devem ser usados. Escrever o guião de cada filme com cabeçalho, ação e diálogos, como saber operar com o equipamento de som e imagem. O exercício da caracterização não deixa ninguém indiferente onde é possível aprender a criar diversos cortes pintados nas mãos e nos braços. Até à construção do um taumatrópio que o Manuel de 10 anos ficou maravilhado. “Achei isso mt giro porque todos tivemos ideias fantásticas com os elásticos” Pelo segundo ano neste workshop, Manuel vestiu a pele do agente OO7 e adorou, sobretudo a parte em que é entrevistado por Catarina Oliveira. Um papel nada fácil como nos confessou esta “jornalista” de 9 anos. Gostaste de fazer de jornalista? Gostei. É um papel difícil? Um bocadinho, porque às vezes os jornalistas têm que pensar muito no que vão dizer. E se tivesse que fazer um direto iria ficar pasmada sem saber o que fazer”.

No segundo dia já todos colocaram em prática o que aprenderam e escreveram para as suas curtas-metragens, posteriormente exibidas na iniciativa da freguesia “Cinema no Verão”.

“Não sabia que dava assim tanto trabalho, pensava que se repetia uma ou duas vezes e estava boa. E depois era na edição que se arranjava tudo” - Rita do Lago (10 anos)

“Eu já sabia mexer numa câmara, mas não conhecia todos os planos” - Gabriele Sangro (12 anos)

“Eu estive no som (perche) mas aquilo é um bocado pesado” - Daniela Sangro (10 anos)

“Já sabia que ia dar algum trabalho, mas não tanto” - Eduardo Neto (10 anos)

Realizadores, técnicos de som, operadores de câmara, atores e atrizes de Palmo e Meio que, entre os dias 22 e 23 de junho, revelam-se verdadeiros profissionais no Centro Social Laura Alves. Um workshop gratuito onde foi possível aprender os verdadeiros segredos da Sétima Arte abrindo desta forma o leque de profissões que existem no mercado e que muitas vezes não são conhecidas. Uma iniciativa da Freguesia de Santo António, com o apoio do Bazar do Vídeo.